terça-feira, 31 de março de 2015

O frio do zap zap...

Não! Absolutamente não sou contra a tecnologia. Aliás uso constantemente alguns frutos do seu avanço, inclusive esse tal whats app (zap zap para os íntimos hehehe).
O que me assusta é esse distanciamento que a cada dia vai acontecendo entre os seres humanos. É uma fenda, talvez um abismo, que a cada década parece mais difícil de ser transpassada.
Vivemos numa imparcialidade, num esfriamento sem precedentes. Cada dia estamos mais distantes, embora pareça estarmos perto.
Zap zap não transmite sentimentos. Não nos mostra entonação de voz (salvo nas mensagens por voz é claro). Não nos traz a paz de um abraço. A forma como recebemos subjetivamente tudo o que lemos dependerá do nosso estado de ânimo, humor, espírito, etc.
Se estiver com raiva achará que uma bela mensagem é de afronta. Se estiver “de bem com a vida” uma mensagem de afronta parecerá um elogio. E assim sucessivamente.
Há quantos anos não recebemos uma cartinha (se é que você já recebeu) de alguém especial dizendo o quanto você é importante? E há quanto tempo você também não escreve?
Entre telefonar e mandar uma mensagem o que você faz? Você ainda sabe abraçar?
E ainda reclamamos que o mundo está pior a cada dia. Não podia ser diferente. Se estamos cada vez mais distante e com relacionamentos mais frios como podemos viver o vínculo de outro modo?
Vivemos em tempos de escassez. Escassez de afeto, secura de calor humano e o amor tem vivido dias maus.
Vamos criar uma campanha. Não, não é pra lesar o dono do whats app. Uma campanha a favor do amor, do afeto, dos bons relacionamentos.
Se quiser falar com alguém telefone.
Escreva uma cartinha ou mensagem para alguém que você goste muito, alguém quee você ame.
Vá ao encontro dos seus amigos que você vive marcando pelo zap zap e ao encontrá-los abrace-os forte.
Diga no ouvido de quem você ama um suave e belo “Eu Te Amo!”
Na vida os coraçãozinhos são invisíveis, as palmas têm som, as carinhas tem vida, pois somos nós quem fazemos. Não dá pra fingir tão bem que tudo está bom quando tudo está mal. Na vida real, aquela que tínhamos há algum tempo atrás, os amores eram vividos, abraços eram sentidos, choros eram ouvidos e carinhos dados e recebidos.
Um forte abraço! Caloroso e cheio de paz! Bem diferente do zap...

segunda-feira, 30 de março de 2015

Sobre a finitude... O luto!

“Quando a tristeza perde a fala, sibila o coração, provocando de pronto uma explosão” (Shakespeare)
Esses últimos dias foi inevitável pra mim não pensar sobre nossa finitude, com esses pensamentos, os diversos ensinamentos que tive, tanto no meio acadêmico como na própria vida. A impermanência.
Impermanência: relativo a impermanente, que não é permanente, que é instável, inconstante. (Dicionário Aurélio)
Todos nós seres humanos desde muito cedo aprendemos isso: Nenhum de nós “nasceu pra semente”. Ouvimos ainda que “só não tem jeito pra morte”.
Mas, se essa é a única certeza que temos à respeito da vida (ou do fim dela) por que evitamos tanto este assunto?
É de certo que a morte nos amedronta, nos aterroriza. Tanto que poucas pessoas conseguiram ler esse post até o fim.
Acontece que fugimos a todo custo dessa temática, sobretudo quando nos vemos imersos sob ela. Fugimos da perda. Essa perda que nos é imposta no fim da vida e que é tão dolorosa como a perda do nascimento, quando nos retiram do nosso ambiente de outrora, o ventre de nossas mães.
O que assistimos constantemente são cientistas buscando meios de evitar ou postergar esse fato que é o único fato certo para todos nós.
Nascemos e sabemos que um dia iremos morrer. Uns mais cedo que outros, um de forma mais inesperada que o outro, mas de uma forma ou de outra irá chegar “o anjo da morte” e nos levará pra um lugar que não conhecemos.
Tudo se torna ainda maior quando essa finitude é um fato que recai na vida de quem amamos, de quem somos apegados. Parece até que somos mais apegadas à vida dos outros do que à nossa própria. Não queremos nem pensar em ver quem amamos partindo do nosso convívio.
“A intensidade do luto é proporcional à força do apego” (Edirrah Soares & Maria Aparecida Mautoni)
Viver o luto nunca é fácil, ele nunca é fácil de ser elaborado. Antes da acomodação, da sua elaboração, há o sofrimento da transição. Algo nos foi tirado. As pessoas (ou animais, ou objetos, etc) são incorporados em nosso ego de modo tão forte (se assim posso dizer) que, realmente, quando nos são “tiradas” é como se tirassem um pedaço de nós. Parecemos incompletos.
Segundo a Psicóloga Estela Noronha (para o site Rit), o luto é um processo que ocorre imediatamente após a morte de alguém que amamos. Não é um sentimento único, mas um conjunto de sentimentos e emoções que requer um tempo para serem digeridos e resolvidos que não pode ser apressado, cada um de nós tem um “tempo emocional” que deve ser respeitado.
O que não se deve, de forma alguma, é evitar a dor da perda. “A dor é suportável quando conseguimos acreditar que ela terá um fim e não quando fingimos que ela não existe.” (Allá Bozarth-Campbell)
O luto nos envolve de forma total, ou seja, temos reações físicas, emocionais, sociais, comportamentais e até espirituais.
Pude ver isso nas mais de 24 horas em que passei acompanhando uma pessoa que amo no hospital. Ela hoje está bem. Mas os pensamentos e sofrimentos que tive só pelo fato de pensar em sua finitude e o que pude ver nas pessoas que perdiam seus entes queridos  deixam claro essa devastação que o luto causa.
Nossa alma parece acompanhar o estado do nosso corpo: Frio. Frio pelo ambiente hospitalar que já é assim, principalmente à noite quando a temperatura cai alguns graus, frio como a forma impessoal que os médicos precisam lidar com os casos ali apresentados, frio como aquele frio que dá na barriga cada vez que somos chamados para saber como está a pessoa que acompanhamos.
Mas a única forma de enfrentar o luto é vinvendo-o. Colocando aquele ente querido que se foi em outro patamar, tendo uma nova relação com ele, um novo vínculo. O sofrimento passa a ser menos intenso e assim retomamos nossa vida.
Bom seria se fôssemos todos infinitos. Permanentes. Por outro lado, parece que só percebemos a importância das pessoas quando essa finitude chega. Portanto, o que nos resta é viver. Viver a nossa vida. Viver o luto que nos é imposto. Viver mais intensamente os momentos com as pessoas a quem somos apegados, a quem amamos. 
Vó, te amo e que bom estar tudo bem contigo.
Abraço forte e acolhedor em todos!

sexta-feira, 27 de março de 2015

Será que meu espelho está embaçado?

No geral eu me amo! Só queria mesmo era mudar meu nariz, ter olhos mais bonitos, um cabelo melhor, pernas mais grossas, barriga tanquinho, braços mais torneados, bumbum mais redondinho e empinado, costas mais bonitas, uma pele mais lisinha... Mas no geral eu gosto muito do que vejo no espelho!
Quantas pessoas você conhece que não estão satisfeitas com seus corpos? Quantas pessoas você não já ouviu falar isso que está nas primeiras linhas desta postagem?
Inúmeras não é mesmo?
Até aí tudo bem, mas... e quando essa insatisfação é crônica, ou seja, quando a pessoa não consegue encontrar em si algo de bom focalizando-se apenas em algum “defeito” de seu corpo? Mais ainda... E quando essa visão distorcida impede essa pessoa de ter uma vida social? E quando você simplesmente prefere ficar em casa para não ter que mostrar ao mundo a "monstruosidade" que essa pessoa acredita ver no espelho? Aí já é de se preocupar né?
Estou falando do Transtorno Dismórfico Corporal (TDC).
Segundo Ballone (2008), o TDC é caracterizado pela preocupação com um imaginado defeito na aparência. Se existir uma pequenina (as vezes imperceptível) anomalia física é como se essa fosse aumentada com uma lente de aumento. Essa preocupação gera sofrimento ou prejuízo no comportamento social ou funcional ou em outras áreas importantes da vida do indivíduo.
Começa geralmente na adolescência, podendo ser diagnosticado mais tardiamente. Não há grandes diferenças em acometerem homens e mulheres, ambos são igualmente suscetíveis à doença.
Mas, como que esse transtorno acontece?
Existe uma grande relação com alguma disfunção de certos neurotransmissores (substâncias químicas produzidas pelos neurônios) mais precisamente a serotonina. Ela, entre outras coisas regula o sono, o apetite e também influência no humor, nas emoções, na memória, no desejo sexual, etc. Aí está a sua causa biológica.
Pode acontecer a partir de uma desestruturação do EU, que se manifesta com uma dor psíquica. Onde alguma coisa não foi simbolizada psiquicamente e isso retorna como um defeito imaginário no corpo.
Mas também tem um elemento sociocultural.
Acontece que somos um sociedade, infelizmente, guiada pela mídia. Que diz o que devemos ou não comer, fazer, vestir, se comportar e SER. O que me deixa mais intrigado é: A mesma mídia que diz que comer no Bobs, McDonalds, Pizza Hut, dentre outras franquias de fast foods cheios de gorduras e carboidratos que só servem pra manter indivíduos obesos ou perto disso, diz que as meninas devem ter corpo de Panicat ou Verão (como na propaganda da cerveja), e os rapazes Léo Santana ou qualquer outro ator ou cantor magro ou musculoso, enfim, ícones da “beleza”.
Qualquer coisa diferente disso é “anormal”, não presta, tem que mudar. O que gera uma ansiedade ainda maior em indivíduos que já não tem uma auto-estima que já não é lá essas maravilhas. Não somos trabalhados culturalmente para nos aceitarmos e gostarmos de nós mesmos. São verdadeiros heróis aqueles que conseguem se manter satisfeitos consigo mesmo. Neste cenário surge meio que uma imposição da sociedade e... Já era!
Aí se aumentam as neuras, as distorções. Homens e mulheres lindos que não conseguem se ver assim. Recorrem a cirurgias plásticas, anabolizantes, ou qualquer coisa que possa deixá-los mais “bonitos”.
Os pensamentos são persistentes sobre os “defeitos” na aparência corporal são praticamente delirantes, além de intrusivos à consciência (você não quer mais eles invadem), difíceis de resistir e em geral acompanhados por compulsões rituais de olhar-se no espelho constantemente.
De acordo com o DSM (Manual de Diagnóstico e Estatística dos Transtornos Mentais) e o CID (Classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas relacionados à Saúde), temos como critérios para diagnosticar esse transtorno:
A. Preocupação com um imaginado defeito na aparência. Se uma ligeira anomalia física está presente, a preocupação do indivíduo é acentuadamente excessiva;
B. A preocupação causa sofrimento clinicamente significativo ou prejuízo no funcionamento social ou ocupacional ou em outras áreas importantes da vida do indivíduo;
C. A preocupação não é mais bem explicada por outro transtorno mental (por ex., insatisfação com a forma ou tamanho do corpo na Anorexia Nervosa)
A comorbidade (a ocorrência conjunta de dois ou mais transtornos num mesmo indivíduo avaliado clinicamente) do TDC com a Depressão e Ansiedade chega a 50% dos casos. Alguns autores sugerem que o TDC raramente aparece sem alguma comorbidade.
Percebeu a gravidade do problema?
Talvez você não se dê conta.
Talvez você esteja deixando de sair, se divertir, ter uma vida social, ir a lugares, por causa de algum “defeito” corporal que você imagine ter ou que até tenha, mas que é praticamente imperceptível. Mas quantas pessoas também não te acham e até te falam que você é linda ou lindo? Será que todos estão mentindo? Até que ponto essa sua visão crítica parte de pressupostos seus? Até que ponto você não está permitindo que a mídia esteja ditando como você deve ser fisicamente?
O seu valor não está na falta de rugas, no corpo magro, esbelto, musculoso, no rosto sem manchas, no cabelo liso, nas pernas grossas, etc, etc, etc, mas, acima de tudo, o seu valor está no que você é de fato. Aliás, realmente acho digno e verdadeiro o pensamento de que não existem homens e mulheres feios, tudo depende do modo como os vemos.

Dê valor ao que você é e não à sua aparência, tem milhares de pessoas que gostariam de parecer com você e não podem. Não se prenda a valores midiáticos. Pare! Respire! Pense!

quinta-feira, 26 de março de 2015

Sobre o ficar...

É de certo que passamos por diversas evoluções com o passar dos tempos, dentre elas  evoluções culturais, tecnológicas, sociais e até mesmo, por que não dizer, afetivas.
Dentre essas mudanças está o “bendito” (talvez maldito?) ficar.
Vivemos em uma sociedade com um apelo tão grande ao consumismo, que praticamente tudo está voltado para o prazer, para a satisfação do desejo, e tudo isso instantâneo, rápido. E quando falo do desejo gosto de lembrar do que diz o Dr. Flávio Gikovate quando diz que o desejo supõe um objeto externo do qual o indivíduo quer se apropriar, após obter aquele objeto o desejo é saciado e aí perde-se a graça.
O que tem a ver o desejo com o ficar?
Antes de falar sobre isso vamos lembrar do que aconteceu na década de 60, mais precisamente 18 de agosto de 1960, quando começou a distribuição da primeira pílula anticoncepcional, o Enovid-10. A pílula foi desenvolvida por dois médicos americanos  chamados Gregory Pincus e Carl Djarassi, incentivados pelas feministas (por que será? Hehehe) Margaret Sanger e por Katharine McCormick, que financiou as pesquisas.
A invenção da pílula teve um grande impacto social numa sociedade que via o sexo fora do casamento de forma pecaminosa e na qual este mesmo sexo deveria ser visto como meio de procriação, ou seja, tirava das mulheres o peso da gravidez indesejadas e permitia o sexo fora do casamento por parte destas, sem o medo de gravidez, os casais passavam a fazer sexo pelo prazer. Os estudiosos afirmam que foi uma das prováveis causas da revolução sexual dos anos 60.
Daqui a pouco explico porquê falei sobre esse momento da história. Por agora vamos nos ater ao ficar...
Então, o “ficar” se configura em uma relação, segundo os próprios adolescentes, num relacionamento onde não há compromisso, exclusividade, e pode durar 2 ou 3 dias. Nele estão presente carícias, beijos, abraços e, eventualmente, relações sexuais. Em outras palavras, como diz Mariano (2001) “predomina no ‘ficar’ a sensorialidade, a brevidade do contato, a ausência de exclusividade e de compromisso, a descartabilidade do outro e a não-obrigatoriedade da presença de sentimento.”
Fruto de uma sociedade consumista e imediatista, o “ficar” reduz o indivíduo a um objeto. Um bem de consumo. Descartável. Feito para o bel prazer do outro. E é interessante perceber essa relação.
Hoje, compramos um celular (por exemplo) que está na moda, tela de 4”, processador quad core, câmera de 8 MP, câmera frontal (selfie é o que importa hehehe) de 3 MP, e assim por diante. Acontece que o celular “melhorzinho” já está pronto e será lançado daqui a 3 meses. Ficamos na expectativa e, quando ele chega nas prateleiras o que acontece?
Ora, aquele celular que já era bom, maravilhoso, meu objeto de amor, onde “minha vida” está, é substituído por este “novo” pois o seu processador é superior é octa core, tem 13 MP de câmera e a frontal é de 5 MP e ainda é panorâmica, mas não é só isso, ele tem também bloqueio pela minha digital.
Consegue perceber a relação? Não? Eu desenho...
O rapaz (ou a moça), se encanta pela moça (ou o rapaz) por que tem tais atributos que para ele (ou ela) são interessantes. Como é “preciso” satisfazer o desejo imediatamente vai lá e “fica”. Acontece aqui algo diferente do celular, pois o celular demorará 3 meses para aparecer outro e pessoas diferentes tem milhares e tão logo se encontre outra pessoa com um atributo a mais ou de maior relevância para aquele rapaz (ou moça) aquele de outrora é descartado, já não serve, satisfez por um tempo (dois ou três dias ou uma semana) mas agora é preciso experimentar algo novo.
A palavra “ficar” dá uma idéia de permanência, sugerindo uma fixação em um lugar, nos relacionamentos essa mesma palavra significa algo passageiro, fulgaz.
Mas, o que tem a ver isso tudo com a criação da pílula?
Acontece que a sua criação deu “início” a uma emancipação sexual. Antigamente ficar com uma garota e ter relações sexuais com ela gerava um certo repúdio da sociedade para com aquela mocinha. O rapaz não. O rapaz era o garanhão. O danadinho. Mas a pílula chega e começa a revolução sexual, a “guerra” dos sexos. As mulheres agora mostram, ou tentam, de todas as formas que, se um homem pode, uma mulher também pode e isso em todos os âmbitos da sociedade.
Essa emancipação permite que as relações sexuais possam existir fora do casamento sem correr o risco de uma possível gravidez fora de hora. No início isso continuava sendo “feio”, mas com o tempo isso é incorporado e de certa forma a sociedade desiste de lutar e faz o que é mais fácil: Vamos distribuir camisinha e alertar sobre DSTs para que não tenham problemas futuros. E isso basta.
Com o tempo passando as relações vão mudando. O casamento deixa de ser visto como algo para durar a vida toda e “se não está dando certo” é melhor cada um seguir o seu caminho. Perceba aqui como a descartalização acaba também por solapar do indivíduo o desejo de resolver problemas, frustrações, conflitos. Se não ta bom joga fora! E assim foi-se...
Mas o que é mais interessante é que, segundo uma pesquisa realizada com alguns adolescentes a respeito do “ficar”, este não foi citado como o tipo de relacionamento preferido. A maioria ainda prefere o “namoro”. A diferença? 26% dos meninos e 9% das meninas declararam preferir ficar, enquanto 41% dos meninos e 72% das meninas declararam preferir o namoro. (JUSTO, 2005)
Mas se a preferência é o namoro por que a maioria, ainda assim, “fica”? Não seria resultado de um modismo? Será talvez que esses adolescentes, por medo de ser “diferente” não se deixam levar pela “maioria”? O que acontece?
Não estou aqui para criticar mas, quem sabe, gerar uma reflexão.
O “ficar” não estará sendo um mecanismo de defesa do jovem atual para que não tenha que se ver tendo que resolver conflitos, aceitar o outro, compreender as diferenças, impedir que se tenha o confronto de idéias, entre outras questões que estão ligadas ao convívio mútuo?

Um forte abraço...

quarta-feira, 18 de março de 2015

Aborrescentes?

Quem nunca usou este termo pra falar sobre aqueles que estão entre a infância e a fase adulta?
Na verdade um termo pejorativo, diria até maldoso e recheado de pré-conceito.
Apaixonado por esta fase do desenvolvimento humano como sou não quero aqui me colocar como um defensor, não, essa não é minha intenção. Antes disso gostaria mesmo é que pudéssemos refletir algumas questões, juntos.
Não é nada fácil passar por uma fase onde seus hormônios estão em total ebulição, os nervos estão à flor da pele (justamente pelo fato anterior), não ter controle sobre seu próprio corpo (todo adolescente é estabanado hehehe), não ser mais nenhuma criança para fazer certas coisas, mas também não ser “dono do próprio nariz” quando quer fazer outras, ter que se engajar em um grupo, etc etc etc. (CAMPOS, 2002)
Todo adolescente passa por essas questões seja em maior ou menor escala. A verdade é que não é nada fácil ser adolescente. Mas, o problema não está em ser adolescente, muitas vezes o problema está em não se colocar limites na fase de outrora. Adolescentes que não tiveram limites impostos quando criança tornam-se impulsivos, com déficit de autocontrole, grande dificuldade em identificar suas emoções, relações sociais problemáticas, só se preocupam em conseguir o que desejam sem se importar com os outros, acreditam que seu valor estar no que tem e não que são (RAMOS-PAÚL & TORRES, 2012), e tudo isso só para dar alguns exemplos.
Adolescentes problemas foram crianças problemas!
O adolescente em si passa por um turbilhão de emoções e sentimentos, está numa fase de descobertas, mas isso não os tornam problemáticos em si. Mas, o que podemos fazer se todos parecem querer chamar atenção e nos fazer bobos?
Poderíamos começar por procurar entendê-los e acolhê-los pois, no íntimo, só estão procurando encontrar sua identidade e isso é tão difícil e doloroso para eles como é para nós ter que conviver com a inconstância deles.
Em breve falaremos mais sobre essa tal ADOLESCÊNCIA...

Até lá!

trezentosporcento

Para conseguirmos alcançar nossos sonhos precisamos de uma atitude chamada planejamento. Mas para que este funcione precisamos seguir alguns passos. Uns fáceis, outros mais difíceis, mas no geral a sensação de se conseguir ir galgando os degraus é muito gratificante.
Vamos às etapas?
01. Seja específico ao descrever o objetivo:
Anote o que você deseja e em quanto tempo deseja realizar. Coloque nos mínimos detalhes. Por exemplo: Vou perder 10 quilos em 3 meses. (Use o verbo no imperativo)
02. Inunde-se.
Dê um jeito de nunca esquecer seu objetivo. Escreva frases, use fotos, tudo o que lembra o seu objetivo em lugares acessíveis e que você possa sempre ver. Você pode escrever no espelho, assim, sempre que acordar poderá estar diante dele.
03. Descreva o que você precisará fazer para alcançar o objetivo:
No caso da perda de peso: Vou procurar um nutricionista, fazer uma reeducação alimentar, começar a caminhar, treinar na academia, etc...
04. Estipule metas:
O peso do objetivo diminui bastante quando vamos estipulando metas intermediárias. Ou seja, utilizando o exemplo citado: Vou perder 3 quilos por mês, em média 800 gramas por semana...
05. Faça um diário.
Descreva seu objetivo, o que precisará fazer para alcançá-lo, as metas intermediárias. Anote também os sentimentos que acompanham cada etapa. Cada vez que conseguir alcançar uma meta. Cada vez que escorregar (e esperamos que não sejam muitas). Será como um diário de bordo.
06. Seja surdo.
Não dê ouvidos aos que tentarem de desestimular dizendo que não irá conseguir, ao contrário, procure rodear-se de pessoas positivas e que te impulsionem ao êxito. Contudo, não esqueça que sua motivação está em você e não nos outros.
07. Comemore seus resultados.
Sempre que conseguir vencer a etapa comemore, presenteie-se. Você bem sabe o que te faz feliz e o que pode servir como recompensa. Ainda se falando na perda de peso, uma alternativa seria sair com os amigos pra comer aquele doce ou salgado que você gosta, mas não está comendo.
08. Não seja muito severo consigo mesmo.
A rigidez pode te fazer desanimar na primeira queda e querer “jogar tudo pro alto”. Lembre-se que você é humano e, por isso mesmo, está suscetível ao erro como todos. Só não deixe que esse medo seja um motivo para desistir, ao contrário, use ele a seu favor comprometendo-se a lutar com mais afinco a partir do escorregão.
Não se entregue NUNCA. PERSISTA! NÃO DESISTA!
09. Foco, Força e Fé. Persitência é a palavra de ordem.
Mantenha o foco. Nunca esqueça seu objetivo maior. Tenha garra e força pra não desistir. Tenha fé em você mesmo e acredite: Se você pode sonhar, você pode realizar. Mesmo que todo o universo pareça conspirar contra você, não desista do seu sonho. Quanto maior a luta, melhor será o gosto da vitória.
10. Comece tudo de novo.

A sua vida não se resume a apenas um sonho, um desejo. Esteja sempre atualizando seus sonhos. Os sonhos dão um sabor especial à vida. YOU CAN!
Estudos dizem que planejar-se antecipadamente aumenta a chance do sucesso em 300%. Portanto, se você quer ter sucesso o planejamento correto já é um bom começo.

quinta-feira, 12 de março de 2015

ontem <= HOJE => amanhã

Só existem dois momentos em que não podemos fazer nada: um se chama ontem e o outro se chama amanhã. O ontem já passou e o amanhã você nem sabe se virá...
Você já deve ter ouvido isso ou pelo menos algo parecido não é?
E o pior é isso! Ouvimos, ouvimos e ouvimos, mas nunca colocamos isso em prática.
Pesquisas dizem que passamos 70% do nosso tempo revivendo o passado e com sentimentos de culpa, 25% do tempo “vivendo” o futuro, com ansiedade e devaneios (aqueles sonhos acordados) e 5%, isso mesmo, apenas 5% do nosso tempo “dedicamos” ao momento presente, ao agora. E é aí que, talvez, esteja o problema.
Se o passado não me pertence, se o futuro não me pertence, eu sou o presente, eu só existo aqui e agora.
Não estou dizendo que o passado não é importante e que não devemos pensar no futuro. Estou afirmando que precisamos parar de nos economizar. Não devemos nos economizar.
O que aconteceu já é passado, nos serve apenas de aprendizado (ou não para alguns), o futuro nós nem sequer sabemos se virá. Posso ter um ataque cardíaco e morrer enquanto estou digitando esse texto e você enquanto o lê.
Dramático? Não, de jeito nenhum. Realista!
Pense em quantas oportunidades você já perdeu na vida por não ter feito o que deveria fazer naquele exato momento. Quantas oportunidades perdidas. Quantas alegrias não sentidas. Tudo isso por que? Porque estava pensando no futuro, no que pensariam, no que diriam. Pensou? Pois é, isso já é passado. Que tal mudar o modo de agir?
Quero te fazer um desafio. Você consegue ficar por um dia apenas fazendo, pelo menos, 50% de tudo que gostaria de fazer?
Pode ser a partir de agora. Eu te ajudo! Quer saber como? Vou dar uma primeira dica, o resto fica por sua conta...
Talvez você tenha pensado em compartilhar esse texto com alguém enquanto o estava lendo. Pare um pouco. Copie e cole. Compartilhe. Envie o link. Não sei como você vai fazer, mas faça isso AGORA! Eu espero.
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Pronto? Muito bem, nem demorou. E com certeza te fez um bem danado.
Agora vamos ao passo seguinte. A partir deste momento vá fazendo aquilo que tem vontade. Claro, desde que isso não vá te trazer algum mal o que, na verdade, você nem sabe. Quer ligar pra alguém? Ligue! Quer começar a cantar em voz alta? Cante! Está com vontade de gritar? Grite! Quer falar alguma coisa pra alguém que você considera especial? Faça isso logo! Só não pense muito. PENSAR DEMAIS FAZ A GENTE DESISTIR!
Acredito que você se sentirá muito bem e começará até a ver as coisas com outro olhar.
A sua vida é muito preciosa. Não dá pra perder tempo pensando só no passado e querendo adivinhar o que virá no futuro. Não importa o que aconteceu ou o que fizeram com você no passado. O importante é o que você faz a partir daí. Use o passado como aprendizado e vislumbre um futuro de glória, mas NUNCA deixe de viver o hoje, o agora.
“O ontem já foi e o amanhã talvez não venha!”
Pense no passado, planeje seu futuro, mas não se deixe perder entre esses dois tempos pois o mais importante está justamente aí, entre eles, um tempo chamado PRESENTE.
Carpe Diem, aproveite o dia. Colha o dia como se fosse uma fruta madura que amanhã estará podre. E aí? Vai fazer o que?

Se for da vontade de Deus?

Estava conversando com uma amiga sobre o desejo que ela tinha de conseguir realizar um de seus sonhos, quando ela me disse:
"Se for da vontade de De..."
Interrompi imediatamente, antes que ela terminasse aquela sentença... 
Como assim? Se for da vontade de Deus vai acontecer!
Essa é uma das sentença mais ambígua que existe. Eu explico:
Tipo, digamos que você queira muito algo (seja trabalho, dinheiro, namorado(a), etc) e coloca tudo nas mãos de Deus dizendo: SE FOR DA VONTADE DE DEUS VAI ACONTECER.
De repente Deus te dá a graça (em se tratando de emprego) de você ser convocado para uma entrevista numa determinada empresa onde você sabe que tem grandes chances de fazer uma escalada e crescer muito, contudo você sabe que é muito complicada em relação ao convívio entre os colegas da empresa. 
Então, o que você faz? DESISTE! Sendo que se você fosse você poderia ter uma remuneração maior, um pouquinho mais de trabalho, mas teria a possibilidade de crescer e muito... Depois disso você fica durante 10 anos na mesma empresa miserável em que você estava e ainda fala: É PORQUE NÃO FOI DA VONTADE DE DEUS!
Como assim? Tá louco, tá doida?
Deus fez "tudo", você que não deu o passo necessário.
Não viu aquela possibilidade como um desafio a ser vencido e sim como um problema que teve medo de encarar.
Quantos relacionamentos não terminam pelo mesmo motivo!?!
"Ex-casais" que passam sentindo muita falta um do outro mas que não tem coragem de assumir o relacionamento como algo sério e, em contrapartida, todos que estão ao redor, inclusive os "ex" dizem: SE FOSSE DA VONTADE DE DEUS... 
Mas, tipo assim, se ninguém der o primeiro passo em direção ao outro Deus não poderá fazer nada. Se Ele fizesse seria um Deus falso. Ele nos permite fazer o que queremos. Nos deu o livre arbítrio. Quando falamos SE FOR DA VONTADE DE DEUS... pode ter certeza que é da vontade dEle pois a maior vontade do nosso Pai é nos ver felizes, só que isso perpassa pela nossa vontade também.
Vamos deixar de colocar Deus nessa situação difícil, Ele nos quer bem, é da VONTADE dEle sim, mas se você, ou eu, não dermos o passo seguinte, se ficarmos parados esperando que tudo aconteça como mágica, sinto muito, não acontecerá pois não estamos num musical da Disney, seja bem vindo ISSO É O MUNDO REAL.
O que Deus faz é aparar as arestas, dar os últimos retoques, melhorar o que já era bom. Mas a atitude deve ser nossa. Sabe quando você acorda feliz, passa o dia inteiro sorrindo e, no finalzinho da tarde um amigo que não vê há tempos te encontra e vocês acabam passando um tempo juntos relembrando dos tempos de outrora e você sente uma leveza tão grande que vai dormir nas nuvens?
Pois é, ali foi Deus! Nos pequenos detalhes, mas detalhes que fazem toda a diferença. Ele é quem coloca a cereja no bolo.
Ei! É da VONTADE DE DEUS que você acorde depois de ler esse post, mas depende de você manter uma atitude positiva diante da vida, depende de você pra que tudo aconteça na sua vida. CORAGEM!
PERDEMOS O AMOR DA NOSSA VIDA, O TRABALHO DESEJADO, OS AMIGOS, A GRAÇA DE SERMOS FELIZES, POR TERMOS MEDO DE ARRISCAR.

terça-feira, 10 de março de 2015

PARA VENCER NA VIDA

Se teve uma coisa que aprendi durante a minha jornada neste mundo é que podemos ser o que quisermos e podemos chegar onde sonharmos. Contudo, precisamos ter em mente e JAMAIS ESQUECER os 6Ds para alcançar o sucesso na vida: 
Desejo, Decisão, Dedicação, Determinação, Disciplina e Discernimento.
DESEJO: a vontade de possuir, de conseguir alguma coisa. Anseio, aspiração. Desejar é muito mais do que querer. Quando se deseja não para de pensar, não se mede esforços para alcançar.
O querer passa, mas o desejo é tão intenso que só passa depois que é satisfeito, realizado.
Como descobrir se você tem desejo ou apenas quer?
Se escutando. Ouvindo sua voz interior. Você quer algo para si por vontade própria, ou porque os outros têm, ou porque alguma pessoa vai gostar mais de você? Pense nisso!
DECISÃO: ter coragem, firmeza. Transformar os seus desejos em metas. Dar uma sentença a si mesmo, dizer EU POSSO e VOU CONSEGUIR.
Decidir é muito importante. Vivemos procrastinando. Empurrando as coisas com a “barriga”. Se der deu, se não der, paciência. Não! Não faça isso. Decida-se e só desista quando alcançar.
DEDICAÇÃO: empenho, esforço, entrega. Se doar por inteiro àquilo que se busca.
Se lance. Vá em frente. Faça quase tudo para conseguir alcançar o seu objetivo. Se entregue a isso. Viva cada minuto da sua vida para conquistar esse objetivo.
DETERMINAÇÃO: definir, ser exato, ter coragem. Motivação para superar as barreiras, não desistir, persistir.
Nada de parar em meio aos desafios. Você é capaz! Você consegue. Supere tudo. Não desista antes de tentar. Os desafios vêm até nós na mesma proporção da nossa capacidade de lidar com eles.
Acredite: É Possível sim!
DISCIPLINA: respeitar o planejamento. Capacidade de controlar determinado comportamento de forma a respeitar regras ou conseguir resultados. Evitar distrações. Não querer queimar etapas.
Não deixe que NADA nem NINGUÉM te faça perder seu foco. Não queime etapa alguma. Um passo de cada vez, é assim que se anda.
DISCERNIMENTO: ter juízo, definir critério. Avaliar o que foi feito e as oportunidades futuras. Saber distinguir o que é bom do que é ruim.
É importante saber o que você deve abraçar e o que deve largar. Aprendi que não dá para abraçar tudo, pois “quem tudo abraça nada aperta”.
Esses 6Ds são importantes para tudo que queremos realizar. Foi colocando isso em prática que eu alcancei a vitória de voltar para os dois dígitos na balança.

É fácil? No começo não, mas com o tempo as atitudes vão se tornando hábito e deixam de ser obrigações, tornando-se prazer. O importante é COMEÇAR!